“É possível a uma mesma marca ser líder absoluta de mercado e, ainda no mesmo segmento, amargar a lanterninha e vários micos seguidos? A resposta é sim.”
O mundo dos games talvez fosse bem diferente se uma gigante dos eletrônicos não tivesse decidido entrar de cabeça no setor, há exatos treze anos atrás. Sua inclusão deu início a uma reviravolta surpreendente no mercado e no próprio segmento. De uma hora para outra, o videogame deixou de ser uma diversão para crianças e se transformou no grande astro da indústria do entretenimento. Quando a Sony lançou o seu revolucionário PlayStation, em 1994, todos davam como certa a vitória esmagadora do Saturn, o superconsole de uma mega corporação chamada Sega. Pois o novato não só inverteu todas as expectativas como ainda ganhou de goleada do poderosíssimo Nintendo 64, a máquina dos sonhos de qualquer amante de games daquela época. E foi assim que o mundo testemunhou o nascimento de um fenômeno.
Se o mercado de games é o gigante que é hoje, os méritos são da Sony. O PlayStation virou sinônimo de videogame, alçou-o à posição de ícone pop e ampliou ainda mais o mercado, ao passo em que atraiu jogadores mais adultos. Muitos poderão dizer que o mercado de games talvez nem existisse não fosse a Nintendo, que ressuscitou o segmento nos anos 80. Mas a verdade é que a Sony foi a responsável por trazer glamour e respeito à categoria, por ser uma marca mundialmente conhecida e respeitada. Quando lançou o Playstation 2, em 2000, o impacto foi ainda maior: além da marca consolidada, veio a novidade do DVD e da retrocompatibilidade. Os jogos agora eram encontrados até em locadoras de filmes – e muita gente comprou o videogame para testar o formato. Deu no que deu: somando-se as duas versões, a marca já vendeu quase 250 milhões de unidades no planeta.
Uma marca tão consolidada é garantia incontestável de sucesso, certo? Erradíssimo. Mesmo com tudo o que foi descrito até aqui, o PlayStation 3, novo modelo do popular console, simplesmente ainda “não pegou”. Ele tem um novo formato de mídia – o Blu-ray –, tem Internet sem-fio, controle com sensor de movimento, conectividade com o PSP, uma rede online grátis… e um preço dispendiosíssimo. Mas não tem o que é mais importante: jogos de peso. Até agora, não há nenhum grande arrasa-quarteirões para o PS3 que justifique a aquisição do console. Aconteceu a mesma coisa na época de lançamento do PS2. A diferença é que agora a concorrência está muito mais acirrada e equilibrada.
É possível a uma mesma marca ser líder absoluta de mercado e, ainda no mesmo segmento, amargar a lanterninha e vários micos seguidos? A resposta é sim. Essa marca é o tão poderoso PlayStation, e a culpa é da tão maravilhosa Sony. Se o PS2 venceu a geração anterior de ponta a ponta e simplesmente esquartejou os seus concorrentes, o PS3 está levando o maior baile do 360 e do Wii. A cada dia, mais notícias mostram o quanto o lançamento do PS3 foi mal planejado e excessivamente pretensioso. Franquias que até então seriam exclusividades da nova máquina, como Virtua Fighter, Tekken e Devil May Cry, já começam a migrar também para outras plataformas. A versão européia, que será lançada este mês, terá notáveis diferenças em relação aos modelos americano e japonês – algumas foram para pior: para baratear custos, retiraram o Emotion Engine, processador que permitia rodar os games do PS2. O resultado foi uma enorme lista de games incompatíveis ou com problemas. Outro revés é o alto custo de produção e a não tão amigável ferramenta de criação, fato que causa repulsa aos produtores menores – estes estão migrando para plataformas mais baratas e rentáveis, como o Wii e o Nintendo DS.
Assim sendo, dia após dia, aquela que revolucionou o mercado de videogames vai cavando a sua própria cova. Uma grande pena, pois a Sony é hoje, reconhecidamente, também uma das melhores softhouses do mundo. Franquias como Gran Turismo, Jak e Daxter, Ratchet e Clank e, mais recentemente, God of War são exemplos de excelência e comprovam isso. Resta a nossa torcida para que as grandes promessas do console não demorem a aparecer – senão, poderá ser tarde demais. Sandálias da humildade para a Sony.
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Mudando de assunto: VOCÊ NÃO PODE PERDER A ESTRÉIA DA TV BUDRUSH!!! Yes, a TV que vai balançar o seu micro já tem previsão de lançamento: a estréia está marcada para este domingo, dia 25/03. A gente se vê por aqui, hein!
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Cara você disse tudo sobre a situação da SONY no momento atual.Eu acho que ela pode se recuperar, mas terá q
Cara você disse tudo sobre a situação da SONY no momento atual.Eu gostaria que ela se recupera-se para haver a tão esperada briga.
Muito bom o post, mas espero que a Sony melhore logo para que a M$ e a nintendo busquem melhorias significativas, fazendo girar as engrenagens mais rapidamente.
Sobre a aquisição de outras franquias, Gear of War, GRAW 2 e R6 são grandes pequenos jogos do 360, o DVD ta ficando pequeno, enquanto o BR ja ta com bastante espaço, acho q quando sairem esses games (DMC4, Ace Combat 6, e quem sabe FF) o 360 tbm ja vai ter que vir com seu HD-DVD imbutido, ou quem tiver o PS3 vai ter muito mais a jogar.
CHUUUUUPA Sony seus filhos da p**a
tô de saco cheio de vcs, já me irritaram…
parei.
Hum, a Sony, de certa forma, era a empresa que mais retinha expectativas, pois depois de um PS2 vendendo absurdos e videos na E3 de 2005 mostrando os “gameplays” de futuros jogos do PS3, realmente todo mundo esperava MUITO do novo playstation…
A Sony tentou uma mordida maior que a boca, resultado: as primeiras dificulddes acabaram fazendo o console ficar em péssima condição…
Mas ainda existe esperança…Pelo menos, assim se espera…
^^ Pedaaaaaaaala SONY! torço para que ela se recupere… e calce as sandálias da humildade… a Nintendo já o fez e conseguiu uma bela reviravolta na bagaceira…
bom, enquanto o gato dorme (SONY) o rato (Microsoft) faz a festa!
Atualmente só não enxerga esta situação quem não quer. A SONY está de braços cruzados? Não! Anunciou a (para uns maravilhosa) HOME. Seria algo para os jogadores disfrutarem enquanto os jogos não vêm, e estes estão realmente custando a vir. O problema do HOME é que há similar (2nd life) bem mais difundido pelo planeta e é um serviço do tipo ame ou odeie. Está negociando as exclusividades, as quer no PS3. Agora ficou mais dificil mantê-las. Custa muito para uma empresa produzir um ‘exclusivo’, ainda mais sendo este para o videogame de base pequena. Acredito eu que o apelo da SONY deveria ser em sua softhouse, competente por sinal. As exclusividades estão indo e continuarão, portanto invistam naquilo que apenas vcs podem oferecer. No mais, que a SONY se recupere com seu PS3 para poder competir mais de perto com o 360 e wii.