Jovem Esperança – Primeiro capítulo

A verdade está lá... dentro do aparelho de som?!?

“(…) Antes que Daniel pudesse dizer qualquer palavra, uma van de lotação que passava por ali se chocou violentamente contra o veículo”

Brasília – Outubro de 1998.

Daniel era um adolescente comum. Estudava o primeiro ano do curso de Técnico em Informática em uma das escolas mais tradicionais da cidade. Era o campeão do torneio de natação do centro esportivo de onde era sócio. Garoto inteligente, sempre se destacava em qualquer coisa que se propusesse a fazer. Com apenas quinze anos, Daniel já vivera experiências extremamente interessantes em sua vida. Filho de um casal de uma das famílias mais ricas da capital brasileira, esse garoto era admirado e amado por muita gente… mas odiado por muitos, também. Seria inveja?

Num belo dia — aliás, não tão belo, pois uma forte tempestade pairava sobre a capital do país —, Daniel saiu de casa devidamente acompanhado do motorista da família para ir à escola.

— Mais rápido, Josias! Não posso me atrasar hoje, tenho prova de matemática! Nem sei o que vai cair nessa porcaria!…

— Como assim, Daniel? Você não estudou para a prova? Mas que falta de vergonha, hein! — disse o motorista, em tom de chacota.

— Ih, cara, se liga! Eu me garanto, saca? Mais rápido, vai!

— Daniel, não me apresse, ok? Não está vendo que a tempestade está muito forte? Com a neblina que está, irei matar a gente se eu for mais rápido!

— Eu matarei é você, se eu chegar atrasado para a aula!

Josias olhou para a cara de Daniel. Daniel olhou para a cara de Josias. Este acelerou o carro. Daniel pôs um CD do Legião Urbana no som. Sem perceber, Josias ultrapassou o sinal vermelho. Antes que Daniel pudesse dizer qualquer palavra, uma van de lotação que passava por ali se chocou violentamente contra o veículo.

Será que Daniel vai morrer? Será que havia passageiros na van de lotação? Será que o CD do Legião Urbana não se arranhou durante o capotamento?!?… Isso somente o pessoal que socorrera eles cerca de quinze minutos depois poderia responder…

***

Todos os feridos foram levados ao hospital mais próximo. O estado de Daniel era crítico. Avisados da ocorrência, seus pais apareceram imediatamente no local.

— Ai, meu Deus, Daniel! Daniel, meu filho!! Ai, Danieeeeeelllll!!! — desesperou-se Marta, a mãe.

— Calma, querida, calma!… — tentou confortar Augusto, o pai. — Temos que pensar positivo. Ele é um garoto forte, vai sair dessa… eu prometo!

Daniel foi levado à UTI e permaneceu ali por dois dias, até que finalmente recuperou a sua consciência. Seus pais foram até seu quarto e o acharam olhando para o teto. Logo depois, Cíntia, irmã de Marta, e o seu filho Rogério, de dezesseis anos, apareceram por ali. Todos se aproximaram de Daniel, mas ele conseguia balbuciar apenas algumas poucas palavras.

— Eu vi, mãe… E-eu vi!…

— Viu o quê, meu filho?

— Pai? — chamou Daniel. — Pai?!?

— Sim, filho?!…

— Eu vi, pai!… Eu vi!!!

Ninguém entendeu nada. Marta pôs suas mãos sobre a testa de Daniel.

— Não está com febre… Será que ele está delirando, mesmo assim?

— Não sei e nem quero saber, Marta. Nosso filho deve estar muito cansado e precisando se recuperar. Não vamos ficar forçando ele a falar demais, né?

— Tudo bem por aqui? — perguntou um médico, surgido do nada.

— Comparado ao estado em que ele chegou aqui há três dias atrás, está ótimo! — respondeu Augusto.

— Escuta, doutor!… — interceptou Marta. — O Daniel disse que viu algo aqui… O quê?

— Bem… Provavelmente ele deve ter visto a gente operar uma moça lá na UTI — respondeu o médico. — Será que isso o impressionou tanto assim?

***

Os dias se passaram e, após duas semanas em observação, Daniel finalmente recebeu alta e voltou para casa.

— Sei não, Marta… — comentava Augusto. — Ele está bem, mas ao mesmo tempo parece tão estranho…

— É, você tem razão… Nosso filho sempre foi tão alegre, extrovertido, brincalhão… Mas também, um acidente desses mexe com a cabeça de qualquer pessoa, né? Ainda mais com a de um garoto de apenas quinze anos…

— É, querida… Vendo por esse lado, pode ser que você esteja certa!…

Enquanto isso, Daniel — ainda numa cadeira de rodas para evitar esforços —, conversava com o seu primo Rogério na sala.

— Ânimo, cara! Você está vivo, e é isso que importa!

— Eu sei, Roger… Eu dou graças a Deus a todo instante por ter sobrevivido… O problema é que ocorreu uma coisa comigo naquele hospital que eu jamais imaginei que pudesse acontecer na minha vida!…

— Ah, pára, Daniel! Todo esse melodrama só porque você viu os médicos operarem uma mulher lá na UTI?

— Não, cara, deixa eu falar… Só não sei se você vai acreditar…

— Vai em frente!…

— Bem… — começou Daniel. — Enquanto eu estava desacordado lá na UTI, eu me vi no leito do hospital… e também os médicos me operando! Eu vi tudo o que aconteceu naquela sala!

— P-peraí… — surpreendeu-se Roger. — Você está querendo me dizer que saiu do seu corpo e ficou voando no teto do hospital, é isso?

— É… é isso mesmo!

— Caraca, isso é inacreditável!…

— Hunf!… Eu sabia que você não ia acreditar em mim…

— Mas é claro que eu acredito, primo! — respondeu Roger, entusiasmado. — Semana passada, eu vi no Globo Repórter uma reportagem sobre isso. Lá, os caras entrevistaram um monte de gente que, assim como você, viram elas mesmas na cama do hospital… Caramba, cara, que demais!…

— Demais?!? Foi uma sensação horrível, cara! — irritou-se Daniel. — E não foi só isso, não!… Quando eu voltei pro meu corpo, vi a imagem de um ser estranho… e ele me disse exatamente isso: “Você não pode morrer agora… não antes de cumprir a sua missão. Volte e cumpra a sua missão!”.

— Ser estranho? Como assim?!?

— Sei lá, cara… tipo um ET!

— ET?!? — estranhou Roger. — Ah, agora você já está querendo demais…

— Então quer dizer que se isso não passou no Globo Repórter é mentira, né?

— Pô, Daniel, não é isso, mas… além de sair do corpo você também viu um ET?!? Tem certeza de que isso não foi um delírio, um sonho, sei lá?!…

— Não, cara, eu estava completamente lúcido!… Eu vi esse ser logo que eu recuperei a minha consciência, quando finalmente saí do risco de vida…

— Então você está querendo me dizer que…

— Sim, primo… — respondeu Daniel, serenamente. — Foi o tal ET quem me curou. Foi ele quem me salvou da morte!

_

Continua aqui

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8 Respostas para “Jovem Esperança – Primeiro capítulo”


  1. 1 Rodrigo "Adidas" 18 Setembro, 2007 às 7:54 pm

    O Sombrio está entre nós.

  2. 2 Paulo Cesar 19 Setembro, 2007 às 12:53 pm

    O que o Legião Urbana tem a ver com essa história?!?
    :|

    Resposta: Aguarde pelos próximos capítulos, meu caro!… :)

  3. 3 Lucas Patricio 24 Setembro, 2007 às 11:58 am

    uahUAHuahuHA Legião Urbana está na moda ^^ será que vai fazer parte de alguma conspiração maléfica oriunda de Brasilia?? Nah… Melhor esperar mesmo ^^

    Abraços, Budrush!

    Ps. Vai se inscrever novamente no BBB? Quero ver o video, hein! uahauha

    Resposta: Tá na moda mesmo, Luck. Mas fica tranqüilo, que de conspirações maléficas esse país já está cheio. :)
    E não, não tem essa de BBB, não. Pode ir esquecendo! :P

  4. 4 Bruno Silva 22 Novembro, 2008 às 5:40 pm

    Será que o CD do Legião Urbana não se arranhou durante o capotamento?!?…

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    ADORO LEGIAO URBANA A PRIMEIRA COISA Q EU IA ATRAS ERA DO CD

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK MUITO BOA ESSA PARTE EU RIH PRA CARALHO

  5. 5 Bruno Silva 22 Novembro, 2008 às 5:44 pm

    — É, você tem razão… Nosso filho sempre foi tão alegre, extrovertido, brincalhão… Mas também, um acidente desses mexe com a cabeça de qualquer pessoa, né? Ainda mais com a de um garoto de apenas quinze anos…

    >>>>>>> EU ACHO Q ELE TAH ASSIM PQ O CD ARRANHOU… OU PIOR AINDA QUEBROU… o.O

  6. 6 Maria Helena Guedes 5 Janeiro, 2009 às 12:52 pm

    Tenho muita vontade de saber quem é Karram.Sei que ele vem de orion.Etenho certeza de ter um contato com ele desde pequena.Mas Baira duvidas sobre minha cabeça.AS VEZES EU PENSO.Estou sonhando,ou realmente ele existe.Se alguem souber por favor me de mais informaçoes.Obrigada.


  1. 1 Jovem Esperança – Segundo capítulo « Blog do Budrush Trackback em 29 Setembro, 2007 às 6:51 pm
  2. 2 Sejamos originais! « budrush.com Trackback em 18 Novembro, 2007 às 11:13 am

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