Atenção para a verdadeira revolução da nova geração de consoles: a disponibilização de games feitos por usuários e produtores independentes
Há até bem pouco tempo atrás, a nova geração de videogames era uma farsa. Mas, passado o período de introdução dessas máquinas, coisas muito interessantes começam a despontar. Semana passada, comentei aqui sobre um estudo que apontava as tendências de diversão para o futuro. A produção e distribuição de conteúdo feito por usuários comuns, tão em voga na web 2.0, agora caminha para invadir de vez várias outras mídias até então impenetráveis.
Qual o jogador de videogame que nunca sonhou em criar o seu próprio jogo? Ou, então, qual o produtor independente que nunca almejou ter seu game disponível para uma audiência gigante? Pois essas aspirações estão muito próximas de se realizar: vem aí o GameTube!
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Calma, gente, não me levem a mal: é apenas um neologismo. Mas, se as promessas se concretizarem, uma grande revolução pode estar prestes a acontecer no mundo dos videogames. Durante uma palestra na Games Developer Conference (GDC), evento realizado em San Francisco que reúne produtores de jogos, a poderosa Microsoft anunciou que sua popular rede Xbox Live irá disponibilizar jogos feitos por criadores amadores! Badalada como ela só, a Live tem tudo para se tornar um campo fértil de surpresas e novidades criativas. Basta evidenciar que a ferramenta de criação de vídeos de Halo 3, o game mais popular do console, tem 100 mil vídeos criados todos os dias – um volume 30% maior que o disponibilizado no YouTube, que abrange a internet inteira!
Mas não pára por aí. A ferramenta de criação de jogos XNA, que permite criar os games de 360 e PC, será compatível também com o Zune, o até então fracassado tocador de MP3 da empresa de Bill Gates! Isso poderá fazer com que games baixados da Live sejam jogados no tocador, e vice-versa. Uma vantagem e tanto em cima do iPod, que conta somente com sua fechada estrutura de distribuição no iTunes.
No dia seguinte às novidades da Microsoft, a Sony anunciou o lançamento de um motor gráfico para facilitar o desenvolvimento de jogos para seu PlayStation 3. Funciona assim: os caras desenvolvem o game num PC e o treco compila tudo para a linguagem do console. Por enquanto, é uma ferramenta restrita ao time de desenvolvedores licenciados em criar para a máquina. Mas nada impede que a empresa estenda a tecnologia, que é gratuita, aos produtores independentes. Certamente o desempenho dos chamados jogos indies na Live irá pesar muito nessa decisão.
Por fim, mas não menos importante, há a Nintendo e o seu serviço Wiiware. Este é um novo canal do Wii que, a exemplo do Virtual Console, disponibilizará jogos para serem comprados e baixados para a máquina – com a diferença de que, desta vez, serão jogos inéditos e mais complexos. É uma oportunidade e tanto para os pequenos produtores, já que os custos de produção serão bem reduzidos e os games não necessitarão de aprovação da Nintendo, mas apenas do ESRB (órgão americano que classifica os jogos por faixa etária). A dificuldade, no entanto, é conseguir ter acesso aos kits de desenvolvimento, que são específicos e pagos – ao contrário do XNA, que pode ser baixado gratuitamente.
Enfim, mais do que gráficos de última geração ou controles com sensores de movimento, o grande destaque desta geração parece ser essa abertura aos criadores independentes. Se o negócio pegar e virar mania, poderemos assistir em breve a grandes mudanças na indústria. Aliás, elas parecem já estar em pleno curso: o jogo eleito pela GDC como o melhor do ano passado, o elogiado Portal, nasceu do conceito de um game independente. Viva La Revolución!
Atualização em 25/02: O UOL publicou hoje uma entrevista com Chris Satchell, executivo da Microsoft responsável pelo XNA. Confira a reportagem de Théo Azevedo aqui.
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Mudando um pouco de assunto, é hora de dar umas broncas.
Lembram da minha participação na EGM Zine, em que escrevi um texto sobre a ressurreição do Dreamcast? Pois então, a matéria foi publicada em setembro do ano passado e me daria como prêmio de participação um MP3 player. Pois até hoje, passados cinco meses, ainda não recebi o dito cujo. Que gás!
O regulamento da revista é claro: eles se reservam um prazo de 90 dias para entregar a bagaça. Sinceramente, nunca achei que eles demorassem todo esse tempo para fazê-lo. Mas, assim que esse prazo foi atingido e eu não vi nem a sombra do “brinde”, tratei de entrar em contato com a EGM Brasil. Foram já pelo menos uns quatro e-mails, sendo que o último, mandado no fim de janeiro, foi respondido por Bruno Zerbinatti: “A falha por você não ter recebido o MP3 acho que é minha, mas já vou resolver isso”, disse ele. Bem, quase mais um mês se passou e… nada.
Minha bronca não é nem tanta pelo prêmio, mas pelas circunstâncias. Gosto muito da revista, tanto que sou assinante. Gostaria muito de continuar participando da EGM Zine e das promoções. Mas, quando a gente percebe coisas assim acontecerem, além de o veículo perder completamente a credibilidade por não cumprir o que promete, ainda acaba por desestimular toda e qualquer nova interação.
Imagem do post: Montagem sobre ilustração de Glowimages/Getty images.
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Leia também: Finalmente um comercial brasileiro de videogame!
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Também achei essa iniciativa do baralho. Mas do jeito que você falou, dá a entender que a quantidade de jogos amadores que virão pra Live será tão gigante quanto os de videos no Youtube, e não é bem assim (pra fazer um game, por mais simples que ele seja, é preciso entender consideravelmente de programação, design e outras coisitas mas).
Agora quanto a esse babado aí da revista, vc é muito bonzinho pro meu gosto. No seu lugar, eu já tinha acionado o Procon a muito tempo.
Não, PC. É claro que a proporção de jogos será bem menor em relação aos vídeos do YouTube — afinal, fazer um jogo não é bolinho. Mas jogos que permitirem criação de conteúdo até mesmo por usuários comuns, como foi o caso de Halo 3 e será o de Super Smash Bros. Brawl, certamente terão produção muito maior.
Quanto a acionar o Procon, confesso que até pensei nisso, mas continuo tentando resolver o impasse de maneira pacífica. Quem sabe, depois de escancarar o problema a público, eles não dêem logo um jeito?
Na realidade o GameTube já existe: chama-se Kongregate (http://www.kongregate.com). São jogos em Flash feitos por usuários, uma Wikipédia dos games. Pode não ser o máximo em tecnologia e distribuição, mas q é uma especie de YouTube, ah isso é. E olha q tem uns jogos legais lá
. T+
Chico, agora que você falou, lembrei de uma reportagem que havia lido na Superinteressante um tempo atrás. Era exatamente sobre esse site que você citou… e usava um paralelo com o YouTube também (veja só, fiquei com isso na mente e nem havia me dado conta…). Todos vocês podem ler a matéria aqui.
Nossa… sacanagem total essa da EGM hein!
Eita BudRush…
Eu também tive uma matéria minha publicada pela EGM…
Isso foi em outubro, mas o MP3 chegou na minha casa semana passada!
Mas o que mais me intriga é que sua matéria veio antes da minha…
Alguns ex-colaboradores da revista,me disseram que os caras estão na pindaíba total…
Eu lembro da sua matéria, Gustavo. Tinha a ver com “pindaíba”, também.
E, mesmo assim, vejo que seu MP3 demorou do mesmo jeito, mais que o prazo prometido. Realmente uma pena.
Eu já venho cantando essa pedra dos independentes faz tempo…
Não dá pra contar só com a superprodução. Demora demais, caro demais, nem sempre tem retorno, paradas formulaicas… a indústria precisa de ar fresco.
É véro, Jigu, é véro.
GameTube? O santa games vai ficar bravo com isso, hein Budrush XD haha
Por quê, Luck?
Não assiste mesmo o programa, hein Budra? XD
Tem um quadro lá (que inclusive, criação minha, uahuah) chamado GameTube.
Mas ja que eu não trabalho mais lá, fica tranquilo. Só vou te extorquir um pouco
UAHGuahUAHUha
Abraaçoss!
Não assisto porque simplesmente não pega o Santa Cecília aqui em casa, Luck. Mas relaxa que depois eu te mando o cheque (sem fundos).