Novo filme do herói não decepciona e mantém o espírito dos anteriores. E ainda: sabia que o chapéu de Indy é Made in Brazil?
Não posso dizer que Indiana Jones tenha sido um herói que marcou minha infância. Definitivamente, não. Mas ano retrasado, em meio a uma onda retrô que me fez redescobrir meu fascínio pela trilogia De Volta Para o Futuro, tratei de assistir também aos três primeiros filmes da saga do arqueólogo. Achei-os bacanas, mas nada muito além disso. E o quarto filme da agora tetralogia confirma essa premissa: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones And The Kingdom Of The Crystal Skull, EUA, 2008, dirigido por Steven Spielberg) é também um filme muito bacana e divertido… e nada muito além disso. O que, no final das contas, não é necessariamente algo ruim.
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A nova aventura segue rigorosamente a fórmula consagrada – e para muitos batida – dos outros três filmes: vilões que fingem ser amigos, artefatos valiosos a serem recuperados, humor, insinuações de romance… e, é claro, o clássico mapa-múndi com o risquinho vermelho mostrando o trajeto de Indy durante as viagens!
A trama de Caveira de Cristal se passa no fim da década de 50, em plena Guerra Fria. Os inimigos da vez, portanto, são os russos – liderados pela agente Irina Spalko (Cate Blanchett), enviada para obrigar Jones a encontrar um lendário objeto perdido na Amazônia peruana. Nesse meio tempo, Indy acaba conhecendo um jovem rebelde e topetudo, Mutt Williams (Shia LaBeouf), que o ajudará na missão. Como de costume, Indiana passará por muitos maus bocados e viajará alguns bons milhares de quilômetros em busca do artefato que dá o nome ao filme.
O que chama a atenção na nova produção é o fato de os efeitos visuais modernos finalmente terem sua chance com a franquia. Nos filmes anteriores, tudo era muito artesanal, mecânico, improvisado. Agora não. Se os cenários sinistros e cheios de teia de aranha artificial ainda dão o ar da graça, efeitos visuais modernos e pomposos agora surgem nos momentos mais decisivos, como numa cena de perseguição muito bacana na floresta – com direito à aparição de formigas que remetem aos besouros de A Múmia – e aos momentos derradeiros da aventura, que conta inclusive com um quê de Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Spielberg, no entanto, soube dosar muito bem o moderno com o simples e o resultado é pra lá de satisfatório.
Há várias piadinhas com a idade do herói e referências aos filmes anteriores – inclusive a decisiva aparição de Marion (Karen Allen), o par romântico de Jones em Os Caçadores da Arca Perdida. Seu retorno traz revelações surpreendentes e cria ganchos para uma possível nova fase na franquia… e é aí que mora o perigo. Spielberg já deu a entender que novos filmes podem vir à tona se o público quiser. Mas, pelo menos para o Indiana Jones original, Caveira de Cristal soa como uma boa despedida. Harrison Ford que pendure o seu chapéu brasileiro da Cury ou entregue-o a um sucessor digno de tanto.
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E já que trouxe o review de Indiana Jones 4 simultaneamente ao lançamento, vou retirar aqui a promessa que fiz no dia 4 de escrever resenhas para o Speed Racer e o Homem de Ferro. Não os vi ainda, e agora julgo ser tarde demais. Mas, em todo caso, se eu assistir algum deles minha opinião será postada logo após. Óquei?
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Pô, parece que esse filme é mesmo… bacana!
Vou ver se consigo assistir neste FDS.
Muito legal essa onda de ressuscitar os clássicos com adaptações pra cinema e sequências de filmes famosos, mas eu tô sintindo falta é de criações originais e cativantes, filmes que podemos considerar como “futuros clássicos”. O último grande filme hollywoodiano que eu assisti que não era nem remake, nem sequência, nem adaptação… acho que foi Jogos Mortais, de 2004 (!!).
O que você observou é uma grande verdade, Uehara. Se formos pegar esta década como exemplo, a grande maioria dos sucessos pop do cinema não foram criações originais para a telona, mas adaptações – sejam literárias, como Harry Potter e O Senhor dos Anéis, ou de quadrinhos, como Homem Aranha. Houve algumas exceções aqui ou ali, como Piratas do Caribe e Kill Bil, mas a coisa mais rara que pode acontecer é mesmo o nascimento de uma nova franquia original do cinema tão forte como foram Indiana Jones, Star Wars ou De Volta Para o Futuro.
Bud, teve a franquia Matrix. Mas eu detestei o 2 e o 3.
Matrix é de 1999, Rael. E eu nem vi as seqüências, mas todo mundo diz que são bem inferiores mesmo.
Achei o novo Indiana Jones bom paca, apesar da trama ser bem referencial a uma certa teoria de um livro que curto.
Quanto a trilogia Matrix, vale assistir os dois seguintes sim — sem a enorme expectativa que houve na época, o que é mais possível agora.
Somehow i missed the point. Probably lost in translation
Anyway … nice blog to visit.
cheers, Grieve.