Nova animação da criadora de Toy Story e Procurando Nemo supera todas as expectativas e já nasce clássico
O planeta está mergulhado no lixo. O céu já não é mais azul, os oceanos são puro óleo, o ar está irrespirável. Todo mundo fugiu, literalmente esperando a poeira baixar. Restaram apenas as baratas… e Wall-E.
É impressionante a excelência alcançada pela Pixar em seu ramo. Os caras dispensam comentários no que diz respeito à qualidade da animação de seus filmes e ultimamente têm alcançado um patamar elevadíssimo também na narrativa de suas criações. Se Ratatouille já apontara para esse novo caminho, é em Wall-E (EUA, 2008, dirigido por Andrew Stanton) que o estúdio parece atingir o ápice. Sem exagero: este não é apenas o melhor filme da Pixar. É, de longe, o melhor filme do ano e uma das melhores produções de animação de todos os tempos.
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Wall-E é, basicamente, uma história de amor. É verdade que ele se propõe a mostrar o perigo que é o descaso com o meio ambiente, a busca excessiva pelo conforto, a alienação que a tecnologia pode proporcionar e o consumismo desenfreado – e isso o filme não apenas mostra como faz reverberar na mente direitinho. Mas toda essa consciência bem intencionada é um mero pano de fundo para o emocionante romance entre o robozinho Wall-E e a modernosa Eva: chega a causar espanto como a Pixar consegue dar emoções tão marcantes a personagens aparentemente tão sem expressão. Wall-E, apenas com seus olhos, dá de dez a zero em muito ator de carne e osso que a gente vê por aí. Aliás, vale lembrar, neste filme o estúdio usa, pela primeira vez, cenas de atores de verdade em uma animação pixariana. Muito legal.
Tudo nesse filme é de ótimo para excepcional: o roteiro minimalista que encanta crianças e adultos, a ótima trilha sonora, os maravilhosos efeitos de som, a direção de arte impecável, a fotografia, a direção… Enfim, não é à toa que teve gente que não encontrou palavras para defini-lo ou que quase chorou ao assisti-lo: Wall-E é obrigatório! Assistam antes que saia de cartaz!
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Como de costume num filme da Pixar, há a exibição de um curta animado antes da atração principal. Presto, um mágico famoso que dá nome ao filme, se mete em altas confusões ao não dar a cenourinha do coelho que habita a sua cartola. O negócio é bem engraçado, numa coisa que remete ao estilo Tom e Jerry de ser. A graça está nas gags físicas que se sobressaem incessantemente, em ritmo alucinante. Não há diálogos, somente um excelente trabalho de mixagem de som. Assim como Wall-E, Presto é excelente.
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E, para dar fim não somente a este post como à nossa série de textos cinematográficos, assistam a seguir o primeiro teaser da próxima animação da Pixar, Up. Semana que vem, rola post novo sobre games. Dêem “good afternoon” a esse simpático velhinho vocês também!
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Veja também: É o rato!
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Wall-e de fato encanta e aborda temas super atuais com os quais realmente devemos nos preocupar. É para se emocionar e também para refletir sobre o que deve ser mudado para evitarmos nosso iminente futuro. Amei assistir o filme, concordo que esta é uma das melhores animações feitas até hoje.
Rodrigo, parabéns aí pelo blog. Boa sorte e que você seja feliz na sua nova empreitada!! Beijão.
Noooooooossa!
Esse aí é bom D+, assisti logo na primeira semana. É tudo isso que vc falou e muito mais. Melhor do ano com louvor!
Valeu, Elaine, beijão procê também!
E PC, eu bem que tentei assistir antes. Na verdade, era o filme que eu mais queria ver este ano. Mas a vida é uma caixinha de surpresas, você sabe, né?