Muita gente acha que ele foi eleito pela internet. Mesmo que isso não seja verdade, o fato é que o novo presidente dos Estados Unidos pode revolucionar o modo de governar ao usar a rede como aliada
“É como ir do Xbox ao Atari”. A frase, proferida pelo porta-voz de Barack Obama, retrata a impressão negativa que a equipe do novo presidente teve ao tomar conhecimento das condições de trabalho na Casa Branca. Depois de uma campanha eleitoral marcada pelo uso massivo da tecnologia, a realidade acabou por assustar a equipe do novo presidente.
A situação não apenas é emblemática como pode servir de parâmetro para o que vem pela frente: Obama, enfim eleito, terá de se adaptar a muitas situações em que a realidade inevitavelmente o assustará ou o surpreenderá. A grande interrogação é se o chamado “presidente 2.0” será mesmo capaz de transformar essa realidade. Afinal, Obama é muito bom de oratória – mas agora chegou a vez de sabermos se é também um bom executor.
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Com uma campanha marcada por muitos êxitos de mídia, Obama conquistou os corações e as mentes de muita gente – principalmente os jovens. O fato de ser negro e de não pertencer à linhagem que efetivamente governou os EUA nos últimos vinte anos lhe deu ainda um caráter de novidade muito providencial. Junte a isso um discurso visivelmente construído em cima dos mais clássicos chavões da autoajuda e pronto: temos aí um verdadeiro viral em forma de político. A chamada Obamania se disseminou pelo mundo com a velocidade de uma epidemia. Resultado: hoje, o democrata é ainda mais popular no resto do mundo do que na própria América. Até o Fidel andou falando bem dele.
Aos olhos da imprensa, Obama fez história por romper barreiras raciais. A verdade é que o novo presidente será sempre lembrado por ter feito bom uso do mais democrático veículo de comunicação já criado. Franklin Roosevelt conquistou o mundo ao fazer bom proveito do rádio. John Kennedy virou mito não apenas por seu assassinato, mas por ter sido o primeiro político a dominar as telas da televisão. Ambos foram copiados em todo o mundo.
Agora, Obama operou a maior e mais bem-sucedida campanha política já vista na internet. Usou e abusou de todas as formas possíveis e imagináveis de comunicação na rede, onde “se viralizou” através de redes sociais e estimulou seus seguidores a exercer suas cidadanias. O novo comandante da maior potência do planeta promete forte engajamento a favor da web e banda larga para todo mundo – além, ainda, de implantar uma espécie de “governo interativo”, onde a população participaria ativamente através da rede. Se isso realmente acontecer, pode ser a próxima revolução. Se a crise econômica mundial e outros fatores externos não atrapalharem, um modelo de governo genuinamente com a cara do século XXI pode estar por vir. E, assim como no passado, não só pode como deverá ser copiado por todo o mundo – a menos, é claro, que a Obamania perca sua força. Pela primeira vez, parece que vamos todos torcer pelo triunfo de uma epidemia.
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Olá,
Sobre a oratória de Obama: vou ter q discordar. O cara é muito robótico no palanque (na imprensa até apelidaram ele de presidente Powerpoint). Mas dizem q, na atual crise, ele tem q ser meio sistemático no discurso msm.
Na net: a campanha foi inovadora mesmo, mas isso só foi possível pq nos EUA os partidos são livres para fazer a campanha do jeito q quiser (diferente no Brasil, onde até vídeo de candidato no Youtube foi proibida…
) Ainda estamos, como sempre, atrasados.
Quem fez algo 2.0 na net aqui foi o Kassab em SP, com um blog bacana, mas ainda fraco.
At+
Essas limitações nas campanhas políticas pela internet aqui no Brasil são mesmo um tanto quanto… hum… exageradas, talvez? Bem, não encontro a palavra certa pra definir o que acho. O que penso mesmo é que, se tivesse que haver alguma limitação, esta deveria ocorrer é no horário eleitoral gratuito do rádio e da TV. Na maioria das vezes a gente vê mais ficção do que propostas concretas nesses espaços — e isso sim deveria ser objeto de questionamentos.
Olá!
Ótimo texto, viu? Você está empre surpreendendo, parabéns!
Meu palpite é de que a Obamania vai acabar perdendo sua força. Este novo líder trará melhores dias para a América e o Mundo, mas ele não terá autonomia suficiente para cumprir uma boa parte do que foi prometido em campanha.
Um governo interativo seria muito bacana… que venha essa nova revolução!
Tchauzinho.
Pois é, o cara não é um super herói. Mas muita gente o vê como o salvador da pátria… e é aí que mora o perigo.
Só sei que se esse pacote que ele pediu pra aprovar não der certo ele tá é ferrado! =P