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Algumas impressões televisivas

Pequenas opiniões sobre o retorno de alguns programas globais e a estreia da nova novela da Record

Ontem, assisti o retorno de Casseta e Planeta e Toma Lá Dá Cá à grade da Globo. Sinceramente, achei BEM fraco. O Casseta ainda me fez dar alguns sorrisinhos (e nada além disso), mas no geral foi muito sem graça. O Toma Lá Dá Cá conseguiu ser ainda pior. As piadas forçadas e as gritarias continuam rolando soltas — mas conteúdo divertido, mesmo, necas. Mesmo assim, os dois foram bem de ibope: marcaram 24 pontos de média na Grande SP.

Enquanto rolava o intervalo, vi um bloco da nova novela da Record que estreou ontem, Poder Paralelo. Apesar das chamadas e da grife Lauro César Muniz indicarem algo promissor, tudo caiu por terra quando vi uma patética cena de perseguição entre helicópteros com (d)efeitos especiais dignos de Os Mutantes – algo que, parece, virou padrão na Record. Apesar das gafes e dos efeitos toscos, Poder Paralelo estreou bem: deu 13 de média, garantindo o segundo lugar para a emissora do bispo.

Não vi o Profissão Repórter, que geralmente costuma ser muito bom, porque passou muito tarde. E pra não dizerem que eu só falei mal e reclamei, gostei da abertura de Caras e Bocas, a nova das sete: ressuscitaram os créditos em diagonal dos anos 80! :)

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São Clodovil

Clô morreu, mas o sensacionalismo nãoComo não poderia deixar de ser, aquele que antes era demonizado agora virou santo… só porque morreu

Pois é, Clodovil morreu. Tirando os maldosos que disseram que ele “já tinha dado tudo o que tinha que dar”, muita gente ficou sentida com o episódio — principalmente a mulherada que aprendeu a gostar do jeitão desbocado do dito-cujo, sobretudo quando o mesmo participou do extinto TV Mulher, na Globo, na década de 80.

O ex-deputado-estilista-apresentador foi enterrado ontem, em São Paulo. Assim como as muitas moscas – aspirantes a celebridades que se aproveitam do velório de um famoso para aparecer –, o que não falta na mídia é gente querendo se promover às custas de sua morte. Podem se preparar para um Festival Clodovil nos próximos dias, principalmente na televisão. A Rede TV!, que demitiu Clodovil em 2005, já explora a imagem do ex-empregado à exaustão. No Superpop de ontem, Luciana Gimenez — que era desafeto de Clodovil — já prometeu um programa especial sobre o estilista. Domingo, será a vez do Pânico na TV — que vivia perseguindo Clô para que este calçasse as infames “sandálias da humildade”, em idos de 2004.

Tudo isso, logicamente, não é porque Clodovil era “um exemplo de vida”, como alguns já disseram por aí. É simplesmente porque morte de famoso dá ibope. E que esse assunto morra por aqui.

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Leia também: Abafa o caso

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