Como não poderia deixar de ser, aquele que antes era demonizado agora virou santo… só porque morreu
Pois é, Clodovil morreu. Tirando os maldosos que disseram que ele “já tinha dado tudo o que tinha que dar”, muita gente ficou sentida com o episódio — principalmente a mulherada que aprendeu a gostar do jeitão desbocado do dito-cujo, sobretudo quando o mesmo participou do extinto TV Mulher, na Globo, na década de 80.
O ex-deputado-estilista-apresentador foi enterrado ontem, em São Paulo. Assim como as muitas moscas – aspirantes a celebridades que se aproveitam do velório de um famoso para aparecer –, o que não falta na mídia é gente querendo se promover às custas de sua morte. Podem se preparar para um Festival Clodovil nos próximos dias, principalmente na televisão. A Rede TV!, que demitiu Clodovil em 2005, já explora a imagem do ex-empregado à exaustão. No Superpop de ontem, Luciana Gimenez — que era desafeto de Clodovil — já prometeu um programa especial sobre o estilista. Domingo, será a vez do Pânico na TV — que vivia perseguindo Clô para que este calçasse as infames “sandálias da humildade”, em idos de 2004.
Tudo isso, logicamente, não é porque Clodovil era “um exemplo de vida”, como alguns já disseram por aí. É simplesmente porque morte de famoso dá ibope. E que esse assunto morra por aqui.
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